25 setembro, 2026

Investimentos chineses no Brasil entram em nova fase

 


A relação econômica entre China e Brasil cresceu substancialmente nas últimas duas décadas. No comércio exterior, a China passou a ocupar, em 2004, a posição de terceiro principal parceiro comercial do Brasil e, cinco anos depois, superou os EUA, consolidando-se como o maior parceiro comercial do Brasil, posição que mantém desde então. Diferentemente do saldo negativo obtido com o comércio bilateral com os EUA, com a China a balança foi amplamente superavitária nos últimos 20 anos.

A expansão das relações comerciais, entretanto, não eliminou uma assimetria estrutural que permanece como um dos principais desafios da relação bilateral. A pauta brasileira de exportações continua fortemente concentrada em commodities agrícolas, minerais e produtos pecuários, enquanto as importações provenientes da China possuem maior participação de bens manufaturados e de produtos de maior conteúdo tecnológico, entre eles máquinas e equipamentos, produtos eletrônicos, veículos eletrificados e produtos químicos.

A superação dessa assimetria está diretamente relacionada à capacidade brasileira de ampliar sua base produtiva e tecnológica, elevando sua participação em segmentos industriais de maior valor agregado.

Além do crescimento do comércio, os investimentos chineses no Brasil também registraram significativa expansão a partir de 2010. Em 2025, segundo levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), o Brasil tornou-se o principal destino dos investimentos chineses no exterior, recebendo 6,1 bilhões de dólares em novos aportes.

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