Podem ser estabelecidos três períodos distintos nessas relações. O primeiro estende-se até 1962, em um contexto marcado pela hegemonia política e ideológica da União Soviética no movimento comunista internacional, hegemonia essa crescentemente questionada após o XX Congresso do PCUS. O segundo período vai de 1963, ano da visita de João Amazonas à China, até 1992, quando da realização do 8º Congresso do PCdoB. O terceiro tem início em 1993 e se estende até os nossos dias, caracterizando-se por uma reavaliação sistemática das experiências internacionais de construção do socialismo, em especial a chinesa.
Na primeira fase, destaca-se a visita do Secretário Geral do Partido Comunista do Brasil (PCB), Luís Carlos Prestes, à China, em 1959, quando foi recebido por Mao Zedong durante as solenidades comemorativas do décimo o aniversário da Revolução Chinesa de 1949.A edição no. 33 do jornal Novos Rumos, órgão oficial do PCB, publicado em outubro de 1959, trazia como manchete a notícia do voo de uma aeronave soviética que alcançara uma órbita próxima à Lua e retornara com sucesso à órbita terrestre, feito apresentado como grande realização do socialismo. Na mesma edição, eram destacadas as comemorações pelo décimo aniversário da República Popular da China, exaltando-se as conquistas no curto espaço de tempo, bem como a “aliança e amizade inquebrantáveis” entre a URSS e a China. Lideranças comunistas de todo o mundo participaram das celebrações, entre elas o então primeiro-secretário do Comitê Central do PCUS, Nikita Kruschev.
