09 fevereiro, 2026

PCdoB e China socialista (Parte 4): respostas comunistas após o colapso europeu

 

Por Nilton Vasconcelos 

A Queda do Muro de Berlim, na noite de 9 de novembro de 1989, foi um acontecimento emblemático que simbolizou não apenas o colapso do socialismo na República Democrática Alemã (RDA), mas também na Polônia, Hungria, Tchecoslováquia, Bulgária e Romênia.

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Na Albânia, o processo seguiu um roteiro particularmente dramático, marcado por revoltas estudantis, greves operárias, tentativa de derrubada da estátua de Stálin, êxodo em massa para a Itália e a Grécia, entre outros episódios de profunda instabilidade política e social. Em junho de 1990, milhares de albaneses, influenciados pela onda contrarrevolucionária, invadiram as embaixadas em busca de asilo; em novembro do ano seguinte, cerca de 27 mil albaneses tomaram navios rumo à Itália, em cenas de grande impacto simbólico. Anos depois, Nexhmije Hoxha, viúva de Enver Hoxha e destacada dirigente do Partido do Trabalho, analisou as circunstâncias que levaram à instalação de um regime anticomunista que desmontou as conquistas socialistas e subordinou o país aos interesses das potências ocidentais, atribuindo ao afastamento das posições marxistas-leninistas a causa essencial da derrota (HOXHA, 1998).


   O colapso do socialismo europeu e a crise do marxismo

Em outubro de 1990, João Amazonas reuniu-se com Ramiz Alia, então presidente albanês, ocasião em que discutiram a crise política em curso. Na sequência, Amazonas visitou o túmulo do amigo Enver Hoxha. Já no avião, em retorno ao Brasil, voltou-se para Renato Rabelo e afirmou “Olhe para baixo e se despeça. Esta será a última vez que veremos a Albânia” (BUONICORE, 2012). Este episódio revela não apenas a dramaticidade da situação, mas também a consciência do veterano comunista de que o mundo socialista – ou parte expressiva dele – encontrava-se em franco colapso. Diante dessa realidade, impunha-se ao PCdoB o desafio de enfrentar a nova conjuntura reafirmando a perspectiva socialista e definindo um norte político e estratégico.

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